Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Oi

 É..

Oi!

Desde que você se foi

Eu não consigo mais parar de pensar

Em tudo o que não vai mais voltar


É..

Oi!

Desde que você se foi

Tudo está fora do lugar

Eu não consigo mais respirar


Todas as coisas que eram simples

E que me deixavam bem

Não é culpa sua, entende?

Mas nada nunca mais ficou bem


O seu riso engraçado 

O seu jeito jogado

A pressa pra viver

Até tudo acontecer...


É..

Oi!

Desde que você se foi

Eu não sei o que aconteceu

Mas algo em mim morreu


É..

Oi!

Desde que você se foi

Tive que ser pé no chão

Tive que ser só razão 


Era pra eu ser só a caçulinha

Mais que droga, covardia

Não tinha como saber o que vinha depois

E no fim da história eu enterrei os dois


As brigas bobas e sem razão

Aquilo, sabe, coisa de irmão

Um vai e vem de emoções

Éramos juntos 3 corações


É..

Oi!

Desde que você se foi

A mãe quase nunca mais sorriu

Não como a gente já viu


É..

Oi!

Desde que você se foi

As fotos não são só pra lembrar

Elas também me fazem chorar


É..

Oi!

Desde que perdi vocês

Eu perdi uma parte de mim

Por isso escrevo assim...


É..

Oi!

Se pudessem me escutar 

Saibam que eu até tô bem

Do jeito que dá pra estar

Uma órfã, mas tá tudo bem


Eu só queria dizer

Que se eu pudesse voltar

Sei que não posso mudar

Mas queria abraçar...


(ps. amo vocês)


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Confissões de uma desistente

Às lágrimas vêm, e não posso contê-las. Por todos os sonhos que jamais realizarei. 
Todas as poucas conquistas me parecem nada quando comparadas aos meus fracassos, e são tantos...
Eu queria ser como as pessoas me vêem, forte e decidida, dona de si e bem resolvida. Queria ser essa fortaleza que me apresento, mas são apenas máscaras, máscaras que escondem uma pessoa triste e sozinha, com crises de ansiedade combatidas com um travesseiro encharcado de lágrimas, dedos machucados e coisas assim.
Um amor de cinema, que me bagunçasse de um jeito bom, sem me quebrar ou me fazer sentir tão pequena? Que me deixasse ser frágil e me protegesse? Nunca vou ter isso. 
Não posso me dar ao luxo de precisar de um porto seguro, porque no fim eu sempre sou o porto de alguém, só que às vezes ser forte o tempo todo machuca. E eu me sinto tão exausta de viver isso, há tanto tempo.
Quem me vê brincando acha que a minha vida é incrível. Eu queria que fosse. Meu riso é uma válvula de escape, assim como o meu sono. A minha realidade é cruel, e eu fujo dela sempre que tenho a chance.
Crianças correndo pela casa, me chamando de mãe e precisando de mim? Histórias antes de dormir e chocolate quente? Espantar os monstros debaixo da cama? Essa é outra alegria que não terei. Eu não seria uma boa mãe, meus exemplos foram cruéis, eu jamais me permitiria passar esses genes a diante.
Um lar. Grande, pequeno, pouco importa, contanto que fosse um lar, com pessoas que realmente se importassem comigo, com o que eu sinto, que me apoiassem e me fizessem rir de coisas bobas. Mas até isso seria alegria de mais pra uma criatura como eu. 
Ingrata. Insensível. Orgulhosa. Fria. Irresponsável. Resto. Não caberiam aqui todos os adjetivos. 
Sempre sonhei com coisas que eu sabia que não poderia ter, porque não mereço tanta felicidade, como poderia merecer? 
Acreditar que tudo ficaria bem por 1 segundo foi o mais perto que cheguei de ter algo tão bom. 
Sinto a felicidade escapando pelos dedos, como a água que se tenta segurar com as mãos, mas que escorre por mais cuidado que se tenha. 
E no fim das contas eu sempre tenho a sensação de que foi apenas um sonho, que está na hora de voltar pra vida real.
Eu sei que não serei salva, mas eu ainda sonho com isso.

sábado, 7 de outubro de 2023

A raposa e o príncipe

Eu não consigo respirar
É difícil estar sob a minha própria pele
Um momento que não pode chegar
Me sentindo encurralada como uma lebre

Achar que tudo é tão fácil como num jogo
Como se apenas existisse o ar e o fogo
Me ignorar como se isso não me ferisse
Me fazer querer que você não existisse 

Eu não sei o que isso é, mas eu não quero, eu não quero mais 
Nada é real até que aconteça, era pura viagem, viagem demais

Estar em chamas e depois perdida em um oceano
De sentimentos que são só meus
Como se tudo fosse apenas um engano
Não existe isso de Julieta e romeu

Eu não sou santa, isso é besteira
Mas eu queria você, pra uma noite inteira
Descobrir sua cor, seu sabor, seu calor
Tola menininha do interior

Eu não sei o que isso é, mas eu não quero, eu não quero mais 
Nada é real até que aconteça, era pura viagem, viagem demais

A raposa se deixou cativar
Pobre e tola, se deixou apaixonar
Agora é vulnerável á toda essa dor
Por culpa de um príncipe sedutor

Eu não sei o que isso é, mas eu não quero, eu não quero mais 
Nada é real até que aconteça, era pura viagem, viagem demais

Eu assisto à tudo isso em silêncio
Deixando a sanidade escapar por entre os dedos