Não deveria
Não poderia durar
Não deveria
Mesmo que uma parte enorme minha gritasse por isso
Não deveria
Mesmo que estivesse disposta a errar e tentar
Não deveria
Por mais que machuque agora, e machucará amanhã
Não deveria
Se fosse esperta, desde o início saberia
Que algo assim jamais teria como acontecer
E mesmo assim, era o que mais queria
A arte de escrever pertence apenas aos que conseguem se entregar verdadeiramente a ela.
Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,
Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...
Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,
E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...
terça-feira, 5 de junho de 2018
Meu arrepio
Meu arrepio
É um arrepio doce que atinge a espinha
Um arrepio que toca a pele e deixa o rubor
Como se o peito apertasse, o coração definha
E bate descompassado feito um tambor
Definha porque sofre a insistência de resistir
Enquanto o corpo grita e o desespero o destrói
Com o desejo que embebeda feito elixir
E padece complacente pela falta que corrói
Os olhos procuram ao longe mesmo sem perceber
Os pés caminham perdidos mesmo sem encontrar
Talvez pudesse, com sorte, não querer
Mas não há nada que supra este ansiar
Sem que perceba tornou-se cativo
Um coração que bate perdido
E bate, com medo e fervor
Ansioso por tanto torpor
É um arrepio doce que atinge a espinha
Um arrepio que toca a pele e deixa o rubor
Como se o peito apertasse, o coração definha
E bate descompassado feito um tambor
Definha porque sofre a insistência de resistir
Enquanto o corpo grita e o desespero o destrói
Com o desejo que embebeda feito elixir
E padece complacente pela falta que corrói
Os olhos procuram ao longe mesmo sem perceber
Os pés caminham perdidos mesmo sem encontrar
Talvez pudesse, com sorte, não querer
Mas não há nada que supra este ansiar
Sem que perceba tornou-se cativo
Um coração que bate perdido
E bate, com medo e fervor
Ansioso por tanto torpor
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Engaiolados
Engaiolados
Poderia então
Um pássaro engaiolado
Desprovido de alegria
Sentir o peito queimar em vida
Com o simples piar de uma esperança
Que canta uma canção triste
Em uma gaiola ao lado?
Pois, se pode então
A esperança lhe tocar tão fundo
Que essa esperança possa
Mesmo que sozinha
Ser suficiente para lhe libertar
Mesmo que a gaiola que lhe prende
Não seja palpável ou visível
Mesmo que, de fato, ela sequer exista
E se, por ventura, essa esperança de fato lhe libertar
Então que esta seja responsável
Pelo novo propósito que lhe deste
Que permita a este pássaro um suspiro pleno de alívio
Que tome para si o fardo e a dor
Pois, se essa esperança não puder
Sustentar tamanho peso
Então que ela se vá
E não retorne jamais
Nem para ti e nem para mim
Que a sensação falsa
De uma liberdade que
De fato
Jamais poderá ser vivida
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