Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

terça-feira, 30 de junho de 2015

+ Nota do Autor +

Galera gostaria de informar que todas as quintas-feiras eu vou estar postando no blog de um amigo (já comentei com vocês a respeito), consequentemente estarei postando aqui o link da minha postagem, então façam, a gentileza de ler!

Segue link >> Contos da Psique

Desde já agradeço a vocês!

Até a próxima ;)




!! Tema de Hoje: Serial Killer - Parte III !!

Então, como prometido e, acredito eu, há muito esperado, trago a vocês a história de Albert Fish – ou O Homem Grisalho, que é como ele acabou ficando conhecido.

Nosso amigo Fish nasceu em 1870, de acordo com as minhas pesquisas ele teve uma infância bem conturbada, o que colaborou em muito para que se transformasse em um assassino canibal – isso ai, ele era canibal, mas não foi dede sempre, ele adquiriu o gosto pela carne humana bem tarde, mas vamos com calma que falarei disso logo mais.

Vários parentes de Fish sofriam de doenças mentais, possuindo um deles fixações religiosas.

Quando Fish tinha aproximadamente 5 anos, seu pai faleceu e sua mãe o deixou em um orfanato por não ter condições de sustentá-lo. No orfanato, Fish sofreu vários abusos físicos e sexuais. Os castigos eram aplicados a todos os internos, as crianças eram açoitadas umas ao lado das outras despidas. Foi então que nosso amigo Fish descobriu que sentia um prazer enorme ao ser castigado, ele sempre tinha ereções durante o ato e isso fazia com que seus colegas tirassem sarro dele.

Aos sete anos a mãe de Fish retorna ao orfanato para tirá-lo, agora estava empregada e possuía meios para criá-lo.

** Pensamentos **


As pessoas se preocupam tanto com a vida que têm, e se esquecem da vida que perderão, porque no fim das contas somos todos pedaços da mesma massa que um dia apodrece abaixo de sete palmos de terra. 

Então me diga o porque de tanta hipocrisia, tanta ganância e tanta matança, se quando a nossa vaidade se extinguir não levaremos para o túmulo nem um centavo de tudo o que conquistamos em vida, seja honesta ou desonestamente.

Então me diga o porque de matar e judiar do seu próximo, do seu semelhante, se a terra que te cobrirá cobrirá a ele também.

Todos nascemos com uma única certeza, a de que um dia morreremos, então deveríamos amar ao máximo até que esse dia chegue.

By: Lumière



== Pensamento do Dia ==

Nada é melhor que o silêncio:

Ele te faz pensar, e te deixa pensar.

Ele te faz refletir, e te deixa refletir.

Ele te faz valorizar, e te deixa valorizar.

O silêncio é um santo remédio para quase tudo na vida, 

A melhor resposta para quase todas as perguntas.

Valorize o seu silêncio, e encontre nele a paz que você procura!



By: Psique


segunda-feira, 29 de junho de 2015

+ Nota do Autor +

Peço mil desculpas a vocês! Não estava muito disposta ontem, por isso não postei nada, aliás essa semana tem sido muito conturbada, por isso a qualidade dos posts está péssima!

Prometo que normalizaremos tudo esta semana!

Gostaria de compartilhar com vocês um blog do qual estou participando, os escritores são muitos bons - ótimos - e estamos nos preparando para um projeto maior que o blog!

Caso se interessem nessa maravilhosa leitura, acessem:

>> http://relicariodasmentes.blogspot.com.br/search/label/Psique

Estes são meus textos, mas sintam-se à vontade para ler os dos demais colaboradores que, diga-se de passagem, são ótimos escritores!!

Boa semana galera!


== Pensamento do Dia ==

Como é bom sorrir sinceramente e amar com espontaneidade!

Não se prenda com medo das recriminações da sociedade, se liberte dos pré-conceitos da sociedade e viva a vida livremente! 

Sorria, cante, dance, viva! Amanhã ou depois o mundo acaba pra você e o que você fez? 

Ficou apenas reclamando que o mundo não te entende, ou procurou pelo mundo alguém que talvez pudesse te compreender? 

Ficou chorando pelos cantos, ou se permitiu sorrir pelas coisas boas da vida? 

O que te vale mais, reclamar sempre de tudo, ou tentar aproveitar tudo o que se põe a sua frente?

Esqueça dos moldes que a sociedade te impôs e vá ser feliz!



By: Psique


sábado, 27 de junho de 2015

== Pensamento do Dia ==


O passado é algo que nunca poderemos apagar,

por isso devemos usá-lo para aprender a seguir em frente sem tropeçar...

Mesmo que às vezes doa relembrar certas coisas,

é melhor relembrar uma dor do que revivê-la.

By: Psique

sexta-feira, 26 de junho de 2015

-- Angelique - Capítulo IV: O Malabarista --


As gêmeas estavam lambendo os dedos melados de algodão doce enquanto caminhávamos até o picadeiro. Entreguei os três bilhetes e entramos uma mais curiosa que a outra.

Dizer que o lugar estava lotado era pouco, acho que os únicos assentos vazios eram os nossos, porque não consegui enxergar nenhum outro. Já havíamos perdido a primeira apresentação, mas mamãe sempre diz que o melhor se guarda para o final.

Pisamos em alguns pés e recebemos alguns resmungos até chegarmos aos nossos assentos. As próximas três apresentações foram maravilhosas, eu particularmente havia amado a trapezista e o homem chama. A quinta apresentação era de um malabarista que dançava sobre uma corda bamba. Não achei nada de muito especial naquilo até ver o rapaz começar a brincar com facas.  Mamãe não pareceu muito entretida, na verdade estava impaciente, olhando as entradas todo o tempo, imagino eu que na procura de papai. Se ele se zangar vai bater nela, e eu terei sido a culpada disso. Mais uma vez agindo sem pensar...

O malabarista parou de brincar com as facas e subiu em um monociclo. Uma bailarina subiu em seus ombros e ele começou a pedalar e dar voltas no picadeiro. Todos na plateia riam e gargalhavam. Eu não achava muita graça naquilo então me abstive de risadas, me concentrando apenas em observar.

+ Nota do Autor +


Venho pedir desculpas a vocês, não consegui postar nenhum Serial Killer ontem, meu trabalho está me escravizando... Brincadeira!

Prometo a vocês que na próxima quinta-feira posto o Serial Albert Fisher, como já prometi. Meu maior problema é que a história dele é meio longa e detalhista, e não tive muito tempo pra poder fazer um resumão bem caprichado, mas na próxima semana sem falta eu posto!

Quero avisar também que logo mais teremos um dia na semana especial com postagens de dicas pra facilitar o dia a dia dos solteiros (ou preguiçosos), então aguardem!

Um abraço e até a próxima semana!


== Pensamento do Dia ==


Eu poderia escolher o caminho mais fácil e deixar o resto pra quem se importa, 

Mas eu prefiro correr atrás do que eu quero

E me ferrar enquanto tento encontrar algo melhor

Porque assim quando a conquista chegar

Eu vou conseguir sentir o sabor da vitória com todas as suas cores


E sem ninguém poder me apontar pra dizer que não tentei.

By: Psique



quinta-feira, 25 de junho de 2015

== Pensamento do Dia ==


Não seja forte como todos esperam que você seja, 

Não segure suas lágrimas, não seja sempre o pilar que sustenta.

Ás vezes é preciso chorar e se purificar.

Até os mais forte precisam de vez em quando se apoiar em alguém.

Seja como uma rocha banhada pelo mar; 

Receba todas a pancadas que as ondas possam te dar,

E devolva a elas tudo o que puder devolver, 

Deixe que essas pancadas te moldem,

E então você terá uma personalidade única.

Finque seus pés na areia e mostre que pode ser forte, 

Mas não seja sempre forte, 

Deixe que as marcas provocadas pela água (ou lágrimas derramadas) te deixe tão bela quanto uma estalactite. 

Tudo o que acontece naturalmente te molda da forma mais bela possível.

Viva sem medo de chorar, errar e recomeçar!


By: Psique



quarta-feira, 24 de junho de 2015

-- Não Existe Honra Entre Assassinos - Parte III: A Camareira --

Eu e Lúcia ficamos uma semana hospedados no Travellers Beach Resort, na verdade o planejado era ficarmos apenas três dias, mas ela se encantou com Negril e não consegui convencê-la a irmos embora antes do sétimo dia.

Eu finalmente estava saindo do hotel, não que o lugar fosse ruim, pelo contrário, o serviço de quarto é ótimo e o lugar é realmente incrível, mas cruzar com Mary Ann todos os dias no saguão ou nos corredores estava me deixando muito nervoso – não é legal quando você fica excitado com outra mulher na sua segunda lua de mel.

Lúcia já havia feito as malas e estava dando uma última volta em Negril, comprando mais alguns presentes e se despedindo do lugar. Eu, pra variar, me atrapalhei todo na hora de fazer as malas. Não quis pedir ajuda para Lúcia porque queria que ela aproveitasse até o último minuto, mas acho que me arrependi um pouco.

Enfio todas as roupas da melhor forma que consigo e fecho a mala – sentando em cima pra conseguir puxar o zíper. Desço até a recepção para fazer o check-out e encontro quem eu não queria: Mary Ann.

Caminho até a recepcionista e entrego as chaves do quarto, ela pergunta se vou levar as malas ou se o hotel pode despachá-las pra mim, por conveniência escolho a segunda opção.
Assim que termino de acertar a conta do quarto Mary Ann aparece do meu lado, visivelmente interessada na minha partida.

- Olá Pierre. – Ela me diz abrindo um sorriso clássico de segundas intenções.

- Olá... Desculpe como é mesmo seu nome? – Sem querer me gabar, mas sou o mestre na arte da conquista, uma coisa que sempre funciona com qualquer mulher é fingir, ou realmente esquecer seu nome, elas simplesmente enlouquecem com isso.

Este foi o meu segundo erro, jamais deveria ter permitido que o interesse de Mary Ann por mim aumentasse, e por conta desse ato impensado e machista eu pagarei um preço muito alto depois...

Mary Ann me olha surpresa e um pouco confusa, então ela sorri novamente e cruza os braços bem abaixo dos seios, o que faz com que pareçam bem maiores – pois é, ela é mestra na arte da sedução.

- Mary Ann. Mas pode me chamar de Mary, se preferir.

Tento não cruzar seu olhar para não entregar que seu joguinho de paquera está funcionando comigo.

- Olá Mary Ann. – Respondo oferecendo-lhe um sorriso ao estilo “friendzone”, o sinceramente não sei se funciona.

Mary lambe e morde o canto direito do lábio inferior, o que me excita muito e me faz querer sair de perto dela o quanto antes.

- Já está indo embora do hotel? – Ela pergunta me olhando com aquela cara de gatinho do Shrek.

- Sim, já estamos indo. Ficamos tempo demais, na verdade. Nossa viagem só começou, temos mais cinco lugares pra visitar ainda. – respondo tentando não olhar para os seios dela.

Não sei dizer se foi fingimento ou não, mas Mary Ann pareceu muito chateada com a notícia. Então ela começou a procurar alguma coisa dentro da bolsa.

- É verdade, você está viajando com a sua esposa... – Ela diz mais para si mesma do que pra mim, eu acho então ela encontra um cartão e me entrega – Esse é o meu contato, se precisar conversar ou quiser dicas de lugares pra visitar, pode me ligar.

Mary Ann parece animada ao me entregar o cartão. Pego e dou uma olhada por cima, mas não foco em nada e devolvo-o para ela.

- Muito obrigado, mas não vou precisar. Foi um prazer te conhecer Mary Ann. – Digo e saio andando até as portas de vidro do saguão.

- Pra onde vocês vão agora? – Ela me pergunta então me viro para responder e percebo que ela está segurando o cartão com tanta força que as juntas dos dedos ficaram brancas.

- Ilha de Guanaja, Honduras. – Respondi abaixando o rosto e atravessando as portas do saguão.

O alívio percorreu todas as minhas células no instante em que me vi longe de Mary Ann, era como se alguém tivesse arrancado um peso enorme das minhas costas. Segui até um quiosque e pedi uma cerveja – precisava muito de álcool no meu organismo agora.

Fiquei sentado uns vinte minutos e nada de Lúcia aparecer, então comecei a checar meus e-mails no celular e dar uma olhada nas últimas notícias só pra passar o tempo, foi então que quase caí de costas: vi a foto de Robert, o cara gordo com quem Mary Ann deve ter transado, e na legenda estava escrito “encontrado morto dentro de seu iate nas águas de Montego Bay”. Dizer que fiquei chocado é o mínimo, a primeira coisa que se passou em minha cabeça foi que Mary Ann tinha algo a ver com isso.

Pedi mais uma cerveja e comecei a ler a notícia - a polícia encontrou o iate à deriva, Robert estava com as mãos amputadas e após uma busca pelo iate encontraram-nas penduradas em um gancho na porta da cabine do leme. Não foi encontrado nenhum material genético do “possível assassino”, e de acordo com as testemunhas que viram quando o iate partiu, Robert subiu a bordo sozinho – Tive que matar minha cerveja num gole e pedir mais uma.

Guardei o celular no bolso e dei mais um gole na minha cerveja.  Maldita hora que resolvi ler e-mails e o caralho a quatro, agora fico pensando se Mary Ann sabe disso, ou pior, se tem algo a ver com isso... Pronto! Mais uma vez pensando nela! Vou esquecer essa história e me focar na minha viagem com Lúcia, é só nisso que tenho que pensar...

Logo Lúcia aparece linda em seu vestido azul florido. Ela sorri quando me vê e desfila em minha direção.

- Tudo bem querido? Você parece preocupado... – Lúcia diz olhando em meus olhos antes de me dar um beijo casto – Algum problema com o hotel?

Abraço Lúcia pela cintura e beijo seu pescoço, ela está usando meu perfume preferido.

- Não querida, fique tranquila. Sem problemas! – Digo mordendo o lóbulo de sua orelha.

Lúcia se encolhe toda e ri, me pedindo para parar se não teremos que voltar para o hotel.

- Acho isso uma boa ideia, levando em consideração que nosso voo só sai daqui umas três horas. Podemos aproveitar esse tempo de uma forma bem cansativa. – Digo ao ouvido de Lúcia. Ela logo concorda e voltamos para o hotel.

Uma vez na recepção peço à moça com quem fiz check-out que me empreste as chaves do quarto novamente, invento que esqueci uma mala de mão. A moça desconfia, mas sorri e me entrega as chaves. Fico imaginando se ela não percebeu minhas reais intenções pelo fato de eu estar afobado e de mãos dadas com Lúcia.

Lúcia e eu subimos às pressas para o quarto, mal entramos e tranco a porta, arranco minha camisa, agarro Lúcia pela cintura e a pego no colo, ela encaixa as pernas na minha cintura e nos beijamos como se o mundo fosse acabar em segundos.

Jogo Lúcia na cama e puxo sua calcinha, abaixo minhas calças e sem tirar as roupas direito começo a meter nela, seguro suas mãos sobre sua cabeça e com a outra mão puxo seu vestido para cima, deixando os seios à mostra que chupo com força e desespero.

Lúcia geme baixinho e arqueia as costas para cima, então acelero minhas investidas e passo a língua ao redor do bico de seus seios, o que faz ela gemer mais.

Sempre gostei de barulho, muito barulho, Lúcia tenta falar algumas coisas pra me agradar, mas não é muito a praia dela, é gosta de suspiros, arfadas e silêncio.

 Começo a meter com mais força e solto as mãos de Lúcia para segurar suas pernas, que se abrem de uma forma linda, me deixando com mais tesão. Fico admirando sua buceta enquanto meto nela e sinto sua excitação quando ela fica cada vez mais molhada.

Tento me segurar pra não gozar tão rápido, mas não consigo, pois ver como Lúcia está excitada me deixa fora de controle, e ouvi-la gemer no momento em que está gozando me faz desmoronar e gozar com ela.

Posso sentir nossos corações acelerados, a respiração ofegante e o suor nos colando um ao outro. Nos beijamos apaixonadamente mais umas vez e então saio de dentro dela vagarosamente, aproveitando a expressão de tesão que ela faz e me dirijo ao banheiro.

- Vou só passar uma água no corpo e você já pode vir amor. – Digo enquanto tiro minha roupa.

Lúcia não responde, apenas permanece deitada, curtindo a boa sensação pós-foda como ela costuma dizer.

Minha ducha é rápida e logo volto a me deitar ao lado de Lúcia. Minha mão desce até seu ventre começo a brincar com seu clitóris.

- Se você não for tomar um banho vou ter que meter em você de novo, e aí perderemos o voo. – Digo beijando a orelha de Lúcia. Ela ri e então puxa a minha mão e lambe meu dedos.

- Promete que vai transar comigo no avião? – Ela pergunta chupando meu indicador com desejo, preciso me controlar pra não comer ela de novo.

- Prometo! Com certeza prometo! – Digo entusiasmado com a ideia.

Lúcia se levanta e vai para o banheiro, então ouço o barulho do chuveiro e sei que ela já está debaixo da água morna. Sento na cama e sorrio feito um idiota, provavelmente porque eu a amo.

Então alguém bate na porta, me levanto e vou abri-la. É a camareira.

- Com licença. Senhor Pièrre? – Ela pergunta e afirmo com a cabeça - A senhorita Mary Ann me pediu para entregar este envelope ao senhor.

Gelo ao ouvir o nome de Mary Ann. Assim que pego o envelope a camareira some no corredor. Fecho a porta e caminho até a cama, me sento e com muita calma abro e envelope. Nele está o cartão que Mary Ann tentou me entregar antes e não aceitei, e um bilhete com o seguinte:

“Por favor, aceite o meu contato, muito em breve nos veremos e vai precisar dele. Antes que eu me esqueça, foi uma delícia vê-lo ficar excitado comigo, isso me fez querer fazer muitas coisas. Espero ansiosa pelo nosso próximo encontro, onde espero conseguir mais que apenas uma ereção sua. Até breve.”


***



== Pensamento do Dia ==


Ás vezes você acorda triste e desanimado (a), pensando que o dia não tem nada de bom pra te oferecer,


Todas as pessoas estão chatas e pegando no seu pé, 


Seu trabalho/estudo não está rendendo e você não consegue se concentrar.


Entenda que isso se chama "vida", e que nem todos os dias serão maravilhosos, 


E é por isso que temos amigos, pra nos ajudarem a passar por esses dias ruins.


Então, quanto estiver pra baixo e com dificuldade pra se animar lembre-se dos seus amigos, 


Eles sempre estarão dispostos a te ajudar, assim como você está disposto (a) a ajudá-los.


By: Psique



terça-feira, 23 de junho de 2015

## Lendas Urbanas / Contos Populares: Jack O' Lantern ##


Mais uma lenda urbana que todos conhecem: Jack O’ Lantern.

Essa lenda surgiu a partir de um mito irlandês sobre um homem apelidado de "Jack Miserável".

De acordo com a história, Jack estava à beira da morte quando o Diabo apareceu para reclamar sua alma – Jack era um homem grosseiro, bêbado e mau caráter.

Como último pedido Jack convidou o Diabo para tomar uma bebida, mas miserável como era não quis pagar por ela convencendo, então, o Diabo a se transformar em uma moeda de prata para pagar pelas bebidas.

Depois que o Diabo fez isso, Jack decidiu pegar o dinheiro e colocá-lo em seu bolso ao lado de uma cruz, o que impediu o Diabo de voltar a sua forma original.

Jack solta o Diabo sob a condição de que ele não o incomodaria durante todo um ano, e só retornaria para buscar sua alma depois disso.

E assim aconteceu. No ano seguinte, na data da entrega da alma, Jack enganou o Diabo outra vez, como último desejo pediu ao diabo que subisse em uma árvore para pegar um pedaço de fruta.

Enquanto ele estava em cima da árvore, Jack esculpiu um sinal da cruz na casca da mesma, o que prendeu o Diabo na árvore não o deixando descer dela, então fez o Diabo prometer que não o incomodaria mais e não reclamaria sua alma. E assim mais uma vez acontece.

Porém logo Jack morreu. Como diz a lenda, Deus não permitiria que uma figura tão repugnante entrasse no céu. O Diabo, Por sua vez, mesmo desejando a alma de Jack, tinha de manter sua palavra de não reclamar sua alma, de tal forma que também não permitiu que este fosse para o inferno.

E assim Jack ficou sem um lugar para ir – sem céu ou inferno -, mas também não podia permanecer no mundo dos vivos, pois já não era um deles. Com pena de Jack, o Diabo atira-lhe um pedaço de carvão para iluminar seu caminho pelo único lugar onde ele poderia transitar - o limbo. Jack põe o carvão dentro de um nabo e sai perambulando sem rumo.

Durante todo o dia 31 de Outubro – data onde se comemora o Samhain (Halloween) um festival em que se celebra a passagem do ano dos celtas que marca o fim do ano velho e o começo do ano novo. Antigamente acreditava-se que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira. Algumas pessoas ainda têm essa crença ainda hoje – segundo a lenda, é o único dia do ano em que Jack pode transitar entre os vivos.


Os imigrantes levaram a tradição de Jack O'Lantern para os Estados Unidos onde descobriram que as abóboras, uma fruta nativa da Africa Ocidental, era ótima para fazer lanternas.

Espero que tenham gostado da Lenda Urbana de hoje!

Boa semana!

== Pensamento do Dia ==


Não dê muita atenção ao que sai da boca de quem não gosta de você, 

Normalmente as pessoas só fazem conosco aquilo que permitimos que façam, 

Por isso, quanto mais bola você der pra esse tipo de gente, 

Mais gols farão em você.

Ignore e sorria: essa é sempre a melhor resposta contra quem deseja o seu mal.


By: Psique



segunda-feira, 22 de junho de 2015

-- INSOLITUM - Entre os Entendidos: Parte III --


Carlos notou os olhos vermelhos de Ada e na mesma hora disfarçou o olhar. Devolveu a revista à mesinha e se levantou. Acenou para Marlene se despedindo e caminhou até Ada que já estava no meio da sala de espera.

- Então você esperou? Não acredito que realmente esperou. – Não que Ada não estivesse disposta a falar com Carlos, mas ela imaginou que o rapaz fosse se cansar de esperar e ir embora.

 - Você não queria que eu esperasse? – Carlos ficou levemente desapontado. Teve a nítida impressão de que a linda garota a sua frente não desejava a sua companhia.

Ada corou e caminhou em direção às portas duplas que davam para a rua. Caminhou tão depressa que Carlos só a alcançou quando já estavam na calçada.

- Olha me desculpe. Eu não quis te pressionar. Se não quiser sair comigo tudo bem. Falo com Mathias quando ele voltar da Convenção. – Carlos estava ao lado de Ada, evidentemente preocupado com o que ela supostamente estava pensando dele.

Ada inclinou a cabeça levemente para trás, fechou os olhos e respirou fundo, como se quisesse absorver todo o ar do planeta; soltou o ar levemente, abriu os olhos e olhou para Carlos inclinando a cabeça levemente para a esquerda.

- Você disse alguma coisa?

Pronto! Era exatamente isso o que ela esperava: Carlos ficou desnorteado. Não sabia o que responder. Era óbvio que ele não estava interessado apenas em conversar sobre “Pacientes Experimentas” de Mathias. Se fosse esse o caso, não teria ficado mudo de repente.

- Bem Senhor Carlos, para começar isto não é um encontro.

Carlos se endireitou e ficou sério. Dava para notar que ele na verdade estava preocupado com o que Ada diria a seguir.

- Em segundo lugar, só frequento o Sweet Moon. E em terceiro... Eu pago a minha conta. Tudo bem assim?

Carlos apenas consentiu com a cabeça. Seus olhos estavam esperançosos e carregados de expectativas.

Ambos caminharam por mais dois quarteirões, cruzaram a Av. Mouret e logo na esquina estava o café, quase vazio. O letreiro luminoso lembrava uma xícara de porcelana.

Ada entrou e cumprimentou a garçonete com um abraço – Anna. Ada conhecia todos naquele café. Anna levou Ada e Carlos até os fundos onde havia uma área verde, uma espécie de jardim, bem ao estilo veneziano no que se tratava de mesas e cadeiras, mas as flores e a decoração do jardim em geral lembravam a gravuras japonesas.

Carlos permanecia calado, apenas observando e absorvendo tudo. Notou o olhar espantado da garçonete ao perceber que ele estava acompanhando Ada. Para ele ficou bem claro que Ada não era do tipo que saía com muitos rapazes, e intimamente Carlos começou a se perguntar “por quê?”.

Carlos e Ada sentaram-se na mesinha que ficava embaixo de uma cerejeira.  A vista era privilegiada de onde estavam, podiam ver o parque de diversões multicolorido com suas luzes de neon ao fundo, alguns prédios á esquerda com outdors de bandas do tipo regionais - que não fazem sucesso, e á direita o que Ada mais gostava: o lago Sérénade, a única coisa que Ada se permitia admirar naquela cidade.

- Anna eu vou querer o de sempre. – Ada se adiantou no pedido dispensando o cardápio que estava a sua frente.

Carlos deu uma olhada rápida no cardápio e pediu um café com creme. Não conseguia pedir nada melhor no momento, estava ansioso pela conversa com Ada.

Anna finalmente se retirou e ambos ficaram sozinhos, cercados por um silêncio incômodo até que Ada o quebrou de um jeito nada delicado.

- Qual é a sua doença?

Carlos ficou pálido. Não esperava que Ada pudesse ser tão direta. Mas afinal, o que poderia esperar? Ele nem a conhecia.

- Não sei se quero te contar. – Carlos não parecia muito à vontade agora.

- Não sei se vale a pena te contar sobre os estudos de Mathias. – Ada decidiu pagar a ele na mesma moeda.

Ficaram mudos, apenas se encarando até que Anna retornou com a bebida de ambos: café com creme para Carlos e choconhaque para Ada.

Assim que Anna saiu Ada deu um gole em sua bebida. Devolveu a xícara à mesa e apoiou os cotovelos na mesa, olhando fixamente para Carlos.

- Façamos uma troca justa: você me conta a sua doença, e eu te conto o motivo de Mathias estar interessado em você, o que de brinde lhe dá o direito de saber como funciona o programa de Pacientes Experimentais.

Carlos tomou um gole de seu café e imitou o gesto de Ada.

- E você vai me contar qual é a sua doença?

Ada se endireitou e encostou-se à cadeira, então olhou para o lago.

- Todos que vivem nesta cidade a mais de dez anos conhecem a minha doença. Você não precisa perguntar a mim. Mas se vai ficar feliz em ouvir da minha boca qual é o meu problema de saúde...

Carlos ficou sério por um momento. Percebeu uma certa melancolia no olhar de Ada. Ela parecia uma garota normal, com uma vida normal, mas ele sabia que estava longe disto ser verdade.

- Tudo bem então. Eu conto a você o meu problema e você me conta o seu.

- Pensei que estivesse interessado nos estudos de Mathias.

- E estou. E até onde eu sei você é o maior estudo dele. Saber sobre você é saber sobre o estudo.

Ada sorriu. Carlos estava certo. Graças a ela que Mathias iniciou o Programa e desenvolveu tratamento para tantas pessoas. Graças a Ada Mathias conseguiu salvar dezenas de vidas que já haviam sido desacreditadas por outros médicos e até prolongar muitas outras.

- Tudo bem. Mas você começa. – Disse Ada.

Carlos tomou mais um gole do café. O calor da xícara era bem aconchegante em suas mãos naquele tempo frio.

- Minha doença é no cérebro. - Disse depositando a xícara sobre a mesa e fitando os olhos curiosos de Ada.




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== Pensamento do Dia ==


Não se perca nas expectativas dos outros, 

Crie você as suas próprias expectativas.

As pessoas tendem sempre a esperar mais dos outros do que delas mesmas, 

Porque é mais fácil transferir  a carga a outra pessoa do que carregá-la por sim mesmo,

É mais fácil pedir para o outro fazer por você do que correr o risco de não dar certo.

Então não deixe de fazer o que você gosta só porque as pessoas esperam que você faça diferente,

Ou porque as pessoas querem que você faça diferente.

Você tem que ser feliz pra você mesmo, e não para os outros.

Porque depois quem vai carregar as consequências e os arrependimentos pelo que fez ou deixou de fazer é você, apenas você.



By: Psique




domingo, 21 de junho de 2015

== Pensamento do Dia ==


Lembre-se sempre:

Quanto mais difícil está a caminhada,

Mais saborosa será a vitória, 

Mais justa será a recompensa,

Mais evoluído estará seu espírito, 

Mais pura estará a sua alma.

Porém, se você se cansar da vida difícil e desejar seguir por outro caminho, 

Lembre-se que todos temos o livre arbítrio, 

E que no fim das contas somos nós que respondemos por nossos atos,

Sejam eles bons ou ruins.

By: Psique



sábado, 20 de junho de 2015

~~ Amor é um fogo que arde sem se ver ~~


Amor é um fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 

É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 

Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 

Luís Vaz de Camões

== Pensamento do Dia ==




Não dê espaço na sua vida para pessoas que não querem fazer parte dela.

Quando alguém te valoriza, esse alguém quer estar na sua vida você aceitando essa pessoa ou não.

Lembre-se que quando um banco está vago dentro de um ônibus, significa que qualquer outra pessoa pode se sentar nele, e a vida é exatamente assim: um ônibus!

Os assentos preferenciais a gente só ocupa na ausência dos passageiros a quem eles pertencem - mãe, pai, irmãos, família - e os demais estão sempre livres para quem desejar sentar e permanecer sentado. Se uma pessoa se levanta por muito tempo seu assento vaga, e então outra pessoa senta em seu lugar. 

Deixe que os espaços vagos em sua vida sejam preenchidos por pessoas que realmente desejam estar presentes.

A vida é feita para ser vivida, não deixe de dirigir só porque alguém vagou um assento. Siga sempre em frente e abra sempre as portas para um novo passageiro!

By: Psique



sexta-feira, 19 de junho de 2015

-- Marion - Capítulo II: Será que ela é...? --


Minha noite foi muito mal dormida. Depois do que aquela mulher do estande de coisas exotéricas me disse fiquei meio grilado – “A sua carta é o enamorado. Ela diz que você precisa aprender a amar de uma forma que nunca experimentou antes. O amor virá até você da forma que menos estiver esperando”. Não sei dizer o motivo, mas não dormi direito.

Meu dia também foi uma merda. Trabalho em um aras que fica a duas horas da minha casa; cuido de doze cavalos, sendo oito de corrida. Um dos cavalos de corrida quebrou a pata e precisou ser sacrificado, mas é claro que o dono do cavalo não iria querer fazer o trabalho sujo, como ele mesmo disse “é pra isso que eu pago você”. Não fosse por precisar da experiência na área eu mandava ele a merda e ia embora.
  Assim que terminei de cuidar do pobre cavalo me mandei. Nem esperei terminar o expediente. Se ficasse mais um minuto olhando pra cara deslavada do dono do aras eu ia acabar socando ele.

Só tive tempo de tomar uma ducha bem rápida e vazar pra faculdade. Assim que entrei no carro meu celular tocou. Era uma mensagem, por incrível que pareça não era da Luíza. Na verdade era de uma outra garota, a Brenda. Nada contra as garotas liberais que curtem sexo sem compromisso, mas ela é uma vadia. E só digo isso porque ela tem namorado.

Não entendo como uma garota pode ficar com um cara que não gosta só por causa da grana dele. Entendo menos ainda o fato do cara saber disso e não dar logo um pé na bunda da garota. Esse mundo ta perdido mesmo.

Pelo menos a mensagem foi animadora: “quando posso te chupar de novo?”. Mesmo assim não vai rolar. Já aproveito pra bloquear o número dela e apagar todas as mensagens que ela já me mandou. Tudo bem que agora eu to oficialmente solteiro, mas ela não, e tudo do que não preciso nesse momento é ser perseguido pelo namorado corno dela.

De casa até a faculdade não leva mais do que vinte minutos de carro. Parei no estacionamento do campus e corri pra dentro do refeitório. O tempo estava começando a mudar pra chuva, e eu não tava a fim de me molhar e depois ter que tomar outro banho quando chegasse em casa.

Parei numa lanchonete pra comprar qualquer besteira pra comer, acabei comprando um X-Bacon e um refrigerante. Agora só faltava um lugar pra sentar. O refeitório não estava exatamente cheio, mas eu também não estava a fim de sentar sozinho em um canto qualquer – as amigas da Luíza certamente iriam me cercar pra me encher de perguntas.

Minha estratégia para os próximos dias é: sentar ao lado de alguém que eu não conheça, com quem eu não precise puxar assunto, mas que me garanta ficar em paz e sozinho, em silêncio, sem nenhuma garota se aproximar. Ótimo, agora só preciso encontrar alguém.

- Opa! – Quando olho na ponta da mesa vejo um cara sentado, comendo um lanche e tomando um refrigerante. Parece tão distraído que me dá até inveja. Então resolvo ir até lá sentar do lado dele.
Assim que me aproximo jogo a mochila no banco, do lado do cara e me preparo pra sentar, então sinto uma mão me puxando pelo ombro.

- E ai bonitão, é você que tava dando e cima da minha namorada?

Demorei pra entender o que o cara tava querendo dizer. Fiquei imaginando se não o conhecia de algum lugar, porque ele me era muito familiar.

- To sabendo que você transou com ela. Qual é a sua?

Ah sim! Agora sei de onde conheço o cara. É corno do namorado da Brenda. Que maravilha, tudo o que eu precisava pra hoje!

- Eu acho que se a tua namorada deu pro cara aqui, então ele não teve culpa, porque isso na verdade caracteriza traição. E se ela te traiu é porque não vale nada, e aí você é o corno. E se você é o corno, então melhor dar um pé na bunda da sua garota, e não na bunda dele, porque aí a culpa é dela, já que ele é o solteiro da história.

Caramba o cara aqui do meu lado me defendeu sem nem me conhecer! Ponta firme ele. E pior é que deu certo, o idiota do namorado da Brenda olhou pro cara do meu lado e vazou mansinho.

- Nossa, cara valeu por me defender. Como é teu nome?

- Marion, e você?

Puta que pariu! É uma garota! Não acredito nisso! Ela me estendeu a mão e to olhando feito retardado pra ela porque não notei que era uma garota. De longe, com o cabelo preso assim, a blusa grande e a calça larga ela parece um moleque de uns quinze anos. A única coisa que denuncia ela é a voz e a altura. Meu como é que não reparei que era uma garota!

- Rafael, meu nome é Rafael...

Não to pagando pau pra ela, to é surpreso de ver como ela se parece com um cara. To desconfiado que ela seja lésbica.

Sentei do lado dela e não consegui não analisá-la. Ela estava sentada de uma forma confortável pra homens, comendo um lanche maior que o meu e bebendo... Pera aí, isso não é refrigerante nem ferrando.

- Melhor comer logo, X-Bacon fica horrível depois de frio. – Ela me disse lambendo o canto esquerdo da boca, sujo de mostarda.

Fico um minuto sem reação. Ela é uma garota, de perto isso fica bem claro, mas de longe ela é um cara, age como um cara, fala como um cara e come como um cara. Ela só pode ser lésbica.

Me sento ao lado dela com a minha mochila entre nós. Não consigo não prestar atenção na forma como ela mastiga, parece faminta e desesperada pra terminar o sanduíche. Então ela dá um gole no... É, realmente isso não é refrigerante.

- Não é proibido consumir bebidas alcoólicas dentro do campus? – Pergunto me ajeitando melhor no banco e abrindo a minha mochila em busca dos meus fones de ouvido.

Ela me olha com um ar interrogativo e deposita a lata na mesa, pegando o lanche em seguida e enfiando as batatas entre o pão e o hambúrguer.

- Se você não contar ninguém vai saber. Então, como acabei de livrar a sua pele acho que você me deve uma, e como eu cobro tudo o que me devem to te cobrando agora: - Ela faz uma pausa dramática e me olha fixamente - Não abra o bico.  – Então ela da uma mordida monstra no sanduíche, o que me faz ficar com vontade de colocar as batas no meu lanche como ela fez no dela.

- Eu não vou contar nada, pode relaxar. – Digo ao encontrar meus fones.

Então eu pergunto qual é o curso dela, só pra puxar assunto, não encontrei meus fones e tenho a leve impressão de que não os coloquei na mochila.

Ela me diz que faz Arte e começamos a falar sobre qualquer coisa sem importância. Ela me oferece um gole da cerveja e aceito, então percebo que ela também gosta de Budweiser, o que é estranho já que todas as garotas com as quais saí acabam odiando essa cerveja.

Com quinze minutos de conversa descubro que ela gosta de rock, animes, carros de corrida e carros antigos, ela joga futebol e faz natação quando tem tempo livre, tudo isso me faz pensar se ela é real, e o pior é que a minha desconfiança de ela ser lésbica só aumenta, o que é uma pena.

- Bom, tenho que ir pra aula. Até mais “bonitão”. – Ela diz se despedindo e tirando sarro da minha cara. Eu aceno e sorrio. Ela realmente me interessou, e isso vai ser um problema.


Ela sai do banco e puxa a mochila pra cima do ombro, segue em direção às escadas e então some depois de alguns degraus. Fico sentado olhando pro meu lanche, que nem consegui comer, sentindo vontade de ir até ela e pedir seu telefone. Vou segurar minha ansiedade e tentar descobrir algo sobre ela. Não sei o que ela fez, mas quero muito falar com ela de novo. 


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