Em meio a tanto lamento
Com toda possível clareza
Num mar de pura incerteza
Os olhos cruzam o céu
E os planos perpetuam em papel
De quanto em quanto tempo
Uma vez, ou a todo momento
Vivendo de forma inconstante
Com a alma quebrada, suplicante
Em infinita contradição
Com os pés fincados no chão
Por quanto, quanto tempo
Com medo, em desalento
Invejando quem domina o céu
Se culpando, sendo cruel
Com receio da única verdade
Que ignora por pura vaidade
Por quanto, quanto tempo
Ainda viverá ao vento
Sem uma casa, sem um lar
Por achar que não deve amar
Por quanto, quanto tempo
Chorará sem qualquer acalento
Por quanto, quanto tempo
Viverá em pleno sofrimento
A.C.

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