Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Por quanto tempo

De quanto em quanto tempo
Em meio a tanto lamento
Com toda possível clareza
Num mar de pura incerteza
Os olhos cruzam o céu
E os planos perpetuam em papel


De quanto em quanto tempo
Uma vez, ou a todo momento
Vivendo de forma inconstante
Com a alma quebrada, suplicante
Em infinita contradição
Com os pés fincados no chão


Por quanto, quanto tempo
Com medo, em desalento
Invejando quem domina o céu
Se culpando, sendo cruel
Com receio da única verdade
Que ignora por pura vaidade

Por quanto, quanto tempo
Ainda viverá ao vento
Sem uma casa, sem um lar
Por achar que não deve amar

Por quanto, quanto tempo
Chorará sem qualquer acalento
Por quanto, quanto tempo
Viverá em pleno sofrimento


A.C.




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