Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

sábado, 19 de janeiro de 2019

Torpor

Não sentia nada
Nem o sol queimando sua pele
Nem a água pingando em seu rosto

Seus pés sangravam de tanto caminhar
A exaustão não era mais um incômodo

Depois de tanto, e por tanto
Ainda insistia em prosseguir
Em frente, sempre em frente
Sem parar, sem cair

As vozes das outras pessoas
Diziam sempre para ser forte
Todo o tempo, toda a vida

Os olhos das outras pessoas
Cobravam atitude, imposição
Que fosse firme toda a vida

Não perguntavam se estava feliz
Ou se estava bem
Porque seus reais sentimentos
Não importavam pra ninguém

Tudo o que queria era parar
Jogar a toalha, chutar o balde
Descer do salto, perder a classe
Mas o mundo pedia outra coisa
O mundo queria que fosse a perfeição

E mesmo com os pés sangrando
Mesmo com tamanha dor
Continuava sempre em frente
Embebendo-se de torpor

By.: JRC

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