Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

terça-feira, 5 de junho de 2018

Meu arrepio

Meu arrepio

É um arrepio doce que atinge a espinha
Um arrepio que toca a pele e deixa o rubor
Como se o peito apertasse, o coração definha
E bate descompassado feito um tambor

Definha porque sofre a insistência de resistir
Enquanto o corpo grita e o desespero o destrói
Com o desejo que embebeda feito elixir
E padece complacente pela falta que corrói

Os olhos procuram ao longe mesmo sem perceber
Os pés caminham perdidos mesmo sem encontrar
Talvez pudesse, com sorte, não querer
Mas não há nada que supra este ansiar

Sem que perceba tornou-se cativo
Um coração que bate perdido

E bate, com medo e fervor
Ansioso por tanto torpor

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