Ao som das notas que o vento cria, debaixo daquela árvore eu me sentei,

Viajei em pensamentos e dos conceitos da sociedade eu me libertei...

Ao som das notas que o vento cria, na minha mente sigo a melodia,

E encontro na carcaça do bicho homem só orgulho e grande tirania...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

-- Não Existe Honra Entre Assassinos - Parte III: A Camareira --

Eu e Lúcia ficamos uma semana hospedados no Travellers Beach Resort, na verdade o planejado era ficarmos apenas três dias, mas ela se encantou com Negril e não consegui convencê-la a irmos embora antes do sétimo dia.

Eu finalmente estava saindo do hotel, não que o lugar fosse ruim, pelo contrário, o serviço de quarto é ótimo e o lugar é realmente incrível, mas cruzar com Mary Ann todos os dias no saguão ou nos corredores estava me deixando muito nervoso – não é legal quando você fica excitado com outra mulher na sua segunda lua de mel.

Lúcia já havia feito as malas e estava dando uma última volta em Negril, comprando mais alguns presentes e se despedindo do lugar. Eu, pra variar, me atrapalhei todo na hora de fazer as malas. Não quis pedir ajuda para Lúcia porque queria que ela aproveitasse até o último minuto, mas acho que me arrependi um pouco.

Enfio todas as roupas da melhor forma que consigo e fecho a mala – sentando em cima pra conseguir puxar o zíper. Desço até a recepção para fazer o check-out e encontro quem eu não queria: Mary Ann.

Caminho até a recepcionista e entrego as chaves do quarto, ela pergunta se vou levar as malas ou se o hotel pode despachá-las pra mim, por conveniência escolho a segunda opção.
Assim que termino de acertar a conta do quarto Mary Ann aparece do meu lado, visivelmente interessada na minha partida.

- Olá Pierre. – Ela me diz abrindo um sorriso clássico de segundas intenções.

- Olá... Desculpe como é mesmo seu nome? – Sem querer me gabar, mas sou o mestre na arte da conquista, uma coisa que sempre funciona com qualquer mulher é fingir, ou realmente esquecer seu nome, elas simplesmente enlouquecem com isso.

Este foi o meu segundo erro, jamais deveria ter permitido que o interesse de Mary Ann por mim aumentasse, e por conta desse ato impensado e machista eu pagarei um preço muito alto depois...

Mary Ann me olha surpresa e um pouco confusa, então ela sorri novamente e cruza os braços bem abaixo dos seios, o que faz com que pareçam bem maiores – pois é, ela é mestra na arte da sedução.

- Mary Ann. Mas pode me chamar de Mary, se preferir.

Tento não cruzar seu olhar para não entregar que seu joguinho de paquera está funcionando comigo.

- Olá Mary Ann. – Respondo oferecendo-lhe um sorriso ao estilo “friendzone”, o sinceramente não sei se funciona.

Mary lambe e morde o canto direito do lábio inferior, o que me excita muito e me faz querer sair de perto dela o quanto antes.

- Já está indo embora do hotel? – Ela pergunta me olhando com aquela cara de gatinho do Shrek.

- Sim, já estamos indo. Ficamos tempo demais, na verdade. Nossa viagem só começou, temos mais cinco lugares pra visitar ainda. – respondo tentando não olhar para os seios dela.

Não sei dizer se foi fingimento ou não, mas Mary Ann pareceu muito chateada com a notícia. Então ela começou a procurar alguma coisa dentro da bolsa.

- É verdade, você está viajando com a sua esposa... – Ela diz mais para si mesma do que pra mim, eu acho então ela encontra um cartão e me entrega – Esse é o meu contato, se precisar conversar ou quiser dicas de lugares pra visitar, pode me ligar.

Mary Ann parece animada ao me entregar o cartão. Pego e dou uma olhada por cima, mas não foco em nada e devolvo-o para ela.

- Muito obrigado, mas não vou precisar. Foi um prazer te conhecer Mary Ann. – Digo e saio andando até as portas de vidro do saguão.

- Pra onde vocês vão agora? – Ela me pergunta então me viro para responder e percebo que ela está segurando o cartão com tanta força que as juntas dos dedos ficaram brancas.

- Ilha de Guanaja, Honduras. – Respondi abaixando o rosto e atravessando as portas do saguão.

O alívio percorreu todas as minhas células no instante em que me vi longe de Mary Ann, era como se alguém tivesse arrancado um peso enorme das minhas costas. Segui até um quiosque e pedi uma cerveja – precisava muito de álcool no meu organismo agora.

Fiquei sentado uns vinte minutos e nada de Lúcia aparecer, então comecei a checar meus e-mails no celular e dar uma olhada nas últimas notícias só pra passar o tempo, foi então que quase caí de costas: vi a foto de Robert, o cara gordo com quem Mary Ann deve ter transado, e na legenda estava escrito “encontrado morto dentro de seu iate nas águas de Montego Bay”. Dizer que fiquei chocado é o mínimo, a primeira coisa que se passou em minha cabeça foi que Mary Ann tinha algo a ver com isso.

Pedi mais uma cerveja e comecei a ler a notícia - a polícia encontrou o iate à deriva, Robert estava com as mãos amputadas e após uma busca pelo iate encontraram-nas penduradas em um gancho na porta da cabine do leme. Não foi encontrado nenhum material genético do “possível assassino”, e de acordo com as testemunhas que viram quando o iate partiu, Robert subiu a bordo sozinho – Tive que matar minha cerveja num gole e pedir mais uma.

Guardei o celular no bolso e dei mais um gole na minha cerveja.  Maldita hora que resolvi ler e-mails e o caralho a quatro, agora fico pensando se Mary Ann sabe disso, ou pior, se tem algo a ver com isso... Pronto! Mais uma vez pensando nela! Vou esquecer essa história e me focar na minha viagem com Lúcia, é só nisso que tenho que pensar...

Logo Lúcia aparece linda em seu vestido azul florido. Ela sorri quando me vê e desfila em minha direção.

- Tudo bem querido? Você parece preocupado... – Lúcia diz olhando em meus olhos antes de me dar um beijo casto – Algum problema com o hotel?

Abraço Lúcia pela cintura e beijo seu pescoço, ela está usando meu perfume preferido.

- Não querida, fique tranquila. Sem problemas! – Digo mordendo o lóbulo de sua orelha.

Lúcia se encolhe toda e ri, me pedindo para parar se não teremos que voltar para o hotel.

- Acho isso uma boa ideia, levando em consideração que nosso voo só sai daqui umas três horas. Podemos aproveitar esse tempo de uma forma bem cansativa. – Digo ao ouvido de Lúcia. Ela logo concorda e voltamos para o hotel.

Uma vez na recepção peço à moça com quem fiz check-out que me empreste as chaves do quarto novamente, invento que esqueci uma mala de mão. A moça desconfia, mas sorri e me entrega as chaves. Fico imaginando se ela não percebeu minhas reais intenções pelo fato de eu estar afobado e de mãos dadas com Lúcia.

Lúcia e eu subimos às pressas para o quarto, mal entramos e tranco a porta, arranco minha camisa, agarro Lúcia pela cintura e a pego no colo, ela encaixa as pernas na minha cintura e nos beijamos como se o mundo fosse acabar em segundos.

Jogo Lúcia na cama e puxo sua calcinha, abaixo minhas calças e sem tirar as roupas direito começo a meter nela, seguro suas mãos sobre sua cabeça e com a outra mão puxo seu vestido para cima, deixando os seios à mostra que chupo com força e desespero.

Lúcia geme baixinho e arqueia as costas para cima, então acelero minhas investidas e passo a língua ao redor do bico de seus seios, o que faz ela gemer mais.

Sempre gostei de barulho, muito barulho, Lúcia tenta falar algumas coisas pra me agradar, mas não é muito a praia dela, é gosta de suspiros, arfadas e silêncio.

 Começo a meter com mais força e solto as mãos de Lúcia para segurar suas pernas, que se abrem de uma forma linda, me deixando com mais tesão. Fico admirando sua buceta enquanto meto nela e sinto sua excitação quando ela fica cada vez mais molhada.

Tento me segurar pra não gozar tão rápido, mas não consigo, pois ver como Lúcia está excitada me deixa fora de controle, e ouvi-la gemer no momento em que está gozando me faz desmoronar e gozar com ela.

Posso sentir nossos corações acelerados, a respiração ofegante e o suor nos colando um ao outro. Nos beijamos apaixonadamente mais umas vez e então saio de dentro dela vagarosamente, aproveitando a expressão de tesão que ela faz e me dirijo ao banheiro.

- Vou só passar uma água no corpo e você já pode vir amor. – Digo enquanto tiro minha roupa.

Lúcia não responde, apenas permanece deitada, curtindo a boa sensação pós-foda como ela costuma dizer.

Minha ducha é rápida e logo volto a me deitar ao lado de Lúcia. Minha mão desce até seu ventre começo a brincar com seu clitóris.

- Se você não for tomar um banho vou ter que meter em você de novo, e aí perderemos o voo. – Digo beijando a orelha de Lúcia. Ela ri e então puxa a minha mão e lambe meu dedos.

- Promete que vai transar comigo no avião? – Ela pergunta chupando meu indicador com desejo, preciso me controlar pra não comer ela de novo.

- Prometo! Com certeza prometo! – Digo entusiasmado com a ideia.

Lúcia se levanta e vai para o banheiro, então ouço o barulho do chuveiro e sei que ela já está debaixo da água morna. Sento na cama e sorrio feito um idiota, provavelmente porque eu a amo.

Então alguém bate na porta, me levanto e vou abri-la. É a camareira.

- Com licença. Senhor Pièrre? – Ela pergunta e afirmo com a cabeça - A senhorita Mary Ann me pediu para entregar este envelope ao senhor.

Gelo ao ouvir o nome de Mary Ann. Assim que pego o envelope a camareira some no corredor. Fecho a porta e caminho até a cama, me sento e com muita calma abro e envelope. Nele está o cartão que Mary Ann tentou me entregar antes e não aceitei, e um bilhete com o seguinte:

“Por favor, aceite o meu contato, muito em breve nos veremos e vai precisar dele. Antes que eu me esqueça, foi uma delícia vê-lo ficar excitado comigo, isso me fez querer fazer muitas coisas. Espero ansiosa pelo nosso próximo encontro, onde espero conseguir mais que apenas uma ereção sua. Até breve.”


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